Mudanças cretinas

terça-feira, 30 de setembro de 2008



Hoje, novamente ouvi falar das mudanças cretinas que estão para ocorrer na língua portuguesa. Há quem diga que a globalização é a grande culpada. Outros falam qua a unificação da língua é necessária e urgente.

Não quero nem saber, estou achando tudo isso muito cretino. Tiraram o acento da idéia, da jibóia, do heróico e por aí vai. O acento circunflexo também some em algumas palavras. O trema desaparece de vez e o acento agudo some em algumas flexões verbais. Mudaram até as regras do hífen, que por sinal ninguém sabe direito quais eram, esse bendito sempre deixa a gente na dúvida. Aliás, será que o hífen continuará com acento em sua grafia? Este é um dos mistérios das novas regras. Mistério que continuará com acento, eu acho...

O fato é que jornais, como a Folha de São Paulo, dizem que o português brasileiro sofre apenas 0,45% de mudanças enquanto o português lusitano sofrerá 1,6% de modificações. Bem, até agora só fiquei sabendo de duas:

1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" - que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo".

2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido".

Enquanto a nossa lista tem pelo menos umas 6, que podem ser conferidas no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml

Minha mãe trabalha em uma escola de Ensino Fundamental, e eu fico imaginando quão terrível será o dia da explicação das sílabas tônicas. Porque se o acento ajuda, e muito, as crianças com dificuldade em aprender esta matéria, o que será delas, sem o tal acento. E o que será das professoras para colocar esta matéria em certas cabecinhas...

Quando tive aulas de antropologia na faculdade, a professora citou que o idioma faz parte da cultura de um povo. E mudanças de tal escala, não afetam totalmente o nosso cotidiano? Se hoje, já encontramos poucas pessoas que falam e escrevem português corretamente, qual será o destino de nosso idioma no futuro? Empobrecer cada vez mais?

Só para constar, há regiões em Portugal, onde ainda se preserva integralmente a cultura. Onde sequer o português de lusitano como conhecemos é falado, mas uma espécie de dialeto, que até um português tem dificuldades para entender. E eu me pergunto se as pessoas desta região de Portugal abririam mão de sua cultura, em nome da globalização. Eu duvido.


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Um dia como outro qualquer?

sábado, 27 de setembro de 2008



Hoje fui num workshop. Por mais incrível que pareça, valeu a pena acordar cedo em pleno sábado. O workshop foi bom, é sempre bom ver gente nova, diferente. E fazer o desenho da árvore e ouvir da psicóloga: " Estão literalmente podando você! Dá um basta, e mostra que seus frutos tem valor, faz a sua borboleta levantar vôo. Vira esse jogo." Ok. Ela disse para levar isso para todas as áreas da vida. Ela também disse que as pessoas, de modo geral tem dificuldades em falar não. Vamos lá.

Segui o conselho dela. À tarde fui no Gonzaga com a minha mãe. Tem milhares de pessoas distribuindo santinhos de candidatos. Eu sempre pegava e jogava no lixo, porque pensava " vou ajudar esta pessoa que distribui estes panfletos ridículos a voltar para casa cedo". Mas, o fato é que a cada esquina ter que pegar um papelzinho só para ajudar o próximo, é quase uma menstruação. Vou explicar: acontece periodicamente, (a cada quatro anos para ser mais precisa) é chato, incomoda muito e você não tem como evitar. O que fazer? Simples, dizer não. Ao me aproximar de uma destas pessoas, abri um largo e simpático sorriso e disse: NÃO. Obrigada!

Me deliciei com o efeito. A pessoa ficou em choque, e eu livre, leve e solta não fiquei procurando pela próxima lixeira, para me livrar de propaganda inútil e indesejada. Não pára por aí. Fui além...

Entrei no famoso varejo de Samuel Klein (vulgo Casas Bahia). Enquanto minha mãe estava no caixa, sentei-me em um sofá. No sofá ao lado uma menina muito irritante que fazia manha, enquanto o irmão dela, um garoto com uns dez anos repetia várias vezes, em tom brando, mas com uma expressão facial que demonstravam o quão inflado devia estar seu pequeno saco escrotal (traduzindo, o pobre menino estava de saco cheio da irmã mimada) : Laura fica quieta, senta direito...

Eu virei para ele calmamente e disse: "Ela é chata, né. " Ele só teve forças para balançar a cabeça positivamente. Tentei ficar na minha, mas depois de uns 5 minutos, aquela menina estava de encher o saco até de quem nasceu sem saco (euzinha). Virei minha cabeça calmamente, olhei profundamente para aquela menininha mimada e disse com voz plácida: Laura, fica quieta, senta aí e não enche mais a paciência do teu irmão. Ele é tão educado e você é tão chata com toda essa manha.

Sucesso total. Nada como saber como comunicar-se com maestria e ênfase no olhar. Não é que ela ficou quieta até a mãe deles voltar. Achei tudo de bom poder ler minha revista calmamente e em silêncio, enfim. E Pedro, irmão da dita menina, ficou muito grato por ter uns minutos de paz em sua vida. Porque escutar a voz de Laura 24 H por dia, deve ser quase um martírio, eu imagino. Não suportei 5 minutos.

Enfim, todos ficaram felizes. Laura foi embora quietinha e me olhando com cara de desconfiada (ohh, imagina como eu fiquei preocupada - ironia-), porém estava calada. O céu por alguns instantes. Não ajudei a pessoa dos panfletos a ir cedo para casa. Mas, dei uns minutinhos de folga para o Pedro. Não sou tão má assim, fiz minha boa ação do dia. E como gostei disso...


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Nós merecemos

terça-feira, 23 de setembro de 2008



Minipessoa, este post é em nossa homenagem.

À você, pela semana que foi jogada fora com as malas diretas + incríveis do universo (olha a ironia).
À mim, porque em meio a tantas turbulências, ainda consegui desenvolver e publicar neste blog a gestão dos quadrados. E mais, ouvir na sexta-feira um: você está usando a falta de tempo como desculpa. Claro, que estou. Afinal, é super tranquilo em vez de fazer o trabalho de dois departamentos, fazer o trabalho de quatro.

De quatro ficou ambíguo hein. Mas, deixa para lá. O que seria da vida e dos publicitários se não existisse a ambiguidade? E o que seria do conteúdo das aulas de teoria da comunicação, se não fora os objetos e imagens fálicas. Melhor para o post por aqui, já falei demais.

Mas, como eu sempre digo, Minipessoa, veja o lado bom das coisas: se não fosse o episódio da mala direta e suas etiquetas, você jamais descobriria que é uma artista. Vou abrir uma galeria e expor sua primeira grande escultura, sem nome ainda.



Minha sugestão : devia chamar-se um dia de fúria ou uma semana de fúria...
Espero que na sua casa as facas não estejam afiadas, ou você poderá tentar me matar hoje à noite.
Até mais tarde, Minipessoa.


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Problemas desencadeados pelo uso da gestão dos quadrados

sexta-feira, 19 de setembro de 2008



Como foi dito há alguns posts atrás, é prática comum nas empresas a gestão dos quadrados, que nada mais é do que colocar um funcionário para realizar tarefas que caberiam a 2,3 ou mais funcionários.

No post de hoje, citaremos um dos problemas que podem ocorrer com este modelo operacional.

Qualidade do serviço: por mais eficiente que o seu funcionário seja, se ele tiver que fazer trabalho dobrado, triplicado ou quadruplicado... ele cometerá erros. E mais, deixará de realizar tarefas importantes, por falta de tempo. Afinal, a equação é simples:

T = tarefas a serem desempenhadas ou trabalho
f= funcionário
j = jornada de trabalho ou tempo (8 horas)
M = A MORTE (termo utilizado para ilustrar o case de um funcionário que está à beira de um ataque de nervos, ou seja, no pico do stress)

Se 4 funcionários realizam todas as suas tarefas em 8 horas, significa que cada funcionário leva uma jornada para concluir suas tarefas.

4T = 4f = 4j
4T= 4f = 4 . 8 = 28
ou seja, 4T= 4f = 28

Porém, se um funcionário possui apenas uma jornada de trabalho para concluir as tarefas de 4 , temos:

4T = 1f = 1j
4T = 1f = M

Sem mais para o momento.

Ps.: a autora deste blog precisa com urgência ficar longe dos números...


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021/365 a 030/365

terça-feira, 16 de setembro de 2008



Quando não se tem o que postar, posta-se as 365 perguntas que parecem ser infinitas...

021/365 Quem é a pessoa mais importante da sua vida e por quê?
Deus: minha razão de existir. Família, mas destaque total para minha mãe. No comments, ela é demais.

022/365 O que você espera em sua velhice?
Estar ao lado das pessoas que amo.

023/365 Qual é a música que você escuta e te faz relembrar uma época boa?
Ahhh todas as músicas que ouço me trazem lembranças boas. Impossível escolher uma só.

024/365 Qual foi sua melhor declaração de amor?
Não faço a menor idéia, sempre invento algo novo para mostrar a importância de alguém que eu amo.

025/365 Qual foi o maior azar da sua vida?
Azar não existe. As coisas acontecem porque tem que acontecer e mesmo quando não parecem ser boas as situações que enfrentamos devemos aprender com elas.

026/365 O que você gostaria que acontecesse amanhã?
O início das minhas férias. Ou ver o mozinho.

027/365 Qual é seu maior medo?
Sei lá. Os medos devem ser enfrentados para minimizar seu tamanho e não aumentar.

028/365 Qual é o preço do seu sonho?
Meu sonho não tem preço. Ele construído todos os dias pelas minhas própias mãos e não se pode comprar ou vender. FELICIDADE.

029/365 O que você faz para aliviar o stress?
Ouvir música, andar na praia, sair com os amigos, conversar, ver um filme, dormir.


030/365 O que você faz ou vai fazer para que seja uma pessoa bem-sucedida?
Vivo a vida, consciente de que meus atos tem consequências que retornam para mim.


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Mil coisas em um só post

domingo, 14 de setembro de 2008



Tem coisas na vida que me deixam realmente intrigada. Uma delas, porque as pessoas ficam alucinadas por visitas e mais visitas nos seus blogs. Pouquíssimas pessoas sabem que eu tenho este blog. Só alguns amigos, e não muitos, muito menos todos.

Por que estou falando isso? Bom, um link leva a outro e assim sucessivamente...
Acabei indo para em um blog, acho que cesar 137 ou algum assim. O fato é que ele falava no tão sonhado número de um milhão de visitas ou seja lá qual número for, era grande. Tudo bem, tem coisas na vida que não dá para entender mesmo. Ou até dá, muitas visitas rendem espaço publicitário em seu site. Afinal, as pessoas querem colocar seus anúncios em lugares (ou no caso da web, sites e blogs) que sejam vistos (ou visitados) com frequência. Quanto maior a visitação, melhor. OK. Eu até entendo mas, fala sério. Para ganhar dinheiro prefiro trabalhar a depender de blog. Abafa o caso.

Só para terminar, a patricinha quer realmente dominar meu ser. Será uma tarefa um pouco difícil para ela, mas ela está se empenhando arduamente. Um incentivo para ela foi a frase: "Nascida para ir ao shopping e obrigada a ir trabalhar" que eu li na porta do quarto da minha amiga. Se esta frase fosse escrita sob medida para minha pessoa seria assim: " Nascida para acompanhar todos os GPs de Interlagos e obrigada a ver tudo pela televisão". (e com a narração do Galvão Bueno que ninguém merece) =/

Por falar nisso, desde ontem Monza me deixou felicíssima. Amo GPs com chuva. A pole do Sebastian Vettel me fez dar pulos de alegria, embora meus queridinhos Lewis Hamilton e Nelsinho Piquet ficassem fora da Super Pole. Mas, deram um show na chuva de qualquer forma. Nelsinho saiu em 17º no grid , chegou a andar algumas voltas no 7º lugar e terminou a corrida na 10ª posição, após uma incrível jornada de aproximadamente 36 voltas, se não me falha a memória e um pit stop. Hamilton largou na 15ª posição do grid, deu um show de ultrapassagens e só não teminou melhor porque na única parada para abastecimento e troca de pneus que fez, colocou pneus para super chuva, já que esta estava prevista antes do fim da prova. Mas a chuva não apareceu, os pneus desgastaram e ele teve de voltar aos boxes para por um jogo de intermediários. Terminou a corrida em 7º, e uma sensação de dever cumprido. Mais do que pontuar, o inglesinho deu um show. Felipe Massa? Esse saiu em 6º no grid e terminou em... 6º, nem ultrapassar o Nick Heidfeld ele conseguiu. Nada contra o tão querido piloto brasileiro, mas acho que falta algo no estilo dele. E detesto a scuderia na qual ele corre, a Ferrari. Eu, apaixonada por Fórmula 1? Impressão sua. E nem me venha falar de estilo Turismo, curto mesmo é fórmula. Questão de gosto.

Consideração final: Seria tão bom sair do 3º ano da faculdade e ir direto para a cerimônia de formatura, sem ter que passar pelo TCC.


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Ahhh sei lá

quinta-feira, 11 de setembro de 2008



Hoje não to muito a fim de escrever.

Minha hora de almoço está acabando e eu acho que minha patricinha interior está querendo voltar à ativa. Hoje fui de gloss para o trabalho. Gloss novo... amei.

Até um post decente.


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Gestão de Quadrados: Teoria e Prática

terça-feira, 9 de setembro de 2008



Gestão de Quadrados

Inspiração: a célebre frase de uma antiga filósofa da época helênica "Ado, aado, cada um no seu quadrado." (ironia, imagina. Que absurdo!)

Princípio teórico: Imagine que sua empresa é uma parede de azulejos. Azulejos quadrados, claro (afinal nunca vi azulejo de outro formato, whatever). Partimos do princípio que, cada departamento e função em uma empresa X é igual a um quadrado. Todo funcionário deve realizar as tarefas de seu quadrado, sem atrapalhar as funções dos quadrados paralelos e adjacentes, para um bom andamento da empresa como um todo.

Prática: a gestão de quadrados consiste na atuação de uma só pessoa em diferentes áreas de uma mesma empresa. Ela deverá atuar em mais de um quadrado, com a mesma eficiência que atua em apenas um (Acredite, as pequenas, médias e grandes empresas utilizam a gestão de quadrados mais do que você é capaz de imaginar) .

Problemática: em muitas empresas, há funcionários que não se contentam em gerir apenas um quadrado, e se metem no quadrado dos outros, sem serem chamados. Estes indivíduos acreditam fortemente (ainda que, muitas vezes de forma inconsciente) no seguinte princípio: Se não pode ajudar, atrapalhe. Afinal, o importante é participar. Tenha cuidado com eles, pois se encontram em quadrados adjacentes, parelelos e muitas vezes superiores ao seu, e sua proximidade pode atrapalhar a gestão dos quadrados pelos quais você é responsável.


Case: Júnior entrou de férias. Ele é responsável pelos documentos encaminhados ao detran, e atua no departamento de vendas. Natalie, responsável pelos departamentos financeiro e RH, cobrirá as suas férias. Natalie já atua em dois quadrados e Júnior também. Natalie terá que gerir quatro quadrados por pelo menos duas semanas.

Sem mais para o momento, analisaremos o case apresentado e veremos como Natalie se sairá na gestão de seus múltiplos quadrados.

Até o próximo post.

(Gestão de quadrados)
Autora da Teoria: Natalie Alves Silva.


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I´m alive

segunda-feira, 1 de setembro de 2008



Não, este não foi um abandono de blog. Não foi oficial, nem definitivo. Foi só uma semana corrida... muito corrida meeeeesmo!

Posso dizer enfim: GRAÇAS A DEUS A DHAYANA CASOU!!!!!

Não, ela não estava encalhada, caro leitor, mas minha amiga era uma noiva quase neurótica, (embora muitos achem que tal afirmação é delicadeza e polidez de minha parte). Vamos a um resumo dos fatos:

Segunda: ensaio para o coral do casamento dela. Na ocasião cantaríamos dois hinos: Pai Nosso e O amor jamais acaba. Dhayana liga milhares de vezes no meu celular durante a tarde e à noite(milhares de vezes, característica de minha personalidade, esse jeitinho hipérbole de ser). Ahh detalhe a Dhayana trabalho comigo, logo além de falar comigo de manhã na empresa, ela me ligou durante toda a semana, acho que fora a família e o noivo, eu, a Patrícia e a Carol Muniz fomos as pessoas que mais viram ou falaram com ela nesta semana.

Terça: acertar algumas coisinhas do casamento que ela me pediu... ligações à parte.

Quarta: um respiro para ir na igreja com a Michele. Mas não conseguimos. Na porta da igreja, quando íamos entrar um maluco simplesmente subiu em cima da calçada e atropelou a Mi. Detalhes à parte. Em vez de culto, hospital e gesso na Mi que graças a Deus só quebrou o pulso e ralou o queixo.

Quinta: ensaio. O hino é realmente lindo, mas enquanto o amor dos noivos não acaba, o nosso foi para o beleléu... o madrigal não se encontrou de jeito nenhum nas notas do hino. Eu queria saber quem foi o espertinho que fez essa partitura com o encerramento do hino em SI!!!! Judiar do soprano? imaginaaa...

Sexta: mais ensaio. Agora só do Pai Nosso. O amor foi cortado do coral, com tristeza e pesar, mas foi...

Sábado: correria e enfim, o casamento. O hino ficou lindo o casamento estava M-A-R-AV-I-L-H-O-S-O.

Pronto, chega... resumir uma semana em um post dá trabalho.


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