Show de horrores

sexta-feira, 22 de outubro de 2010



Depois de me casar eu diminui bastante a lista de blogs que eu leio. Pois, o meu tempo agora é ainda mais resumido que antes. Em meados de abril de 2009, eu já tinha abandonado a leitura dos feeds, pois a lista de blogs que eu seguia era imensa. Como estava planejando meu casamento, mantive o meu foco em blogs que tratavam desse assunto.

Agora, depois de casada, enquanto me adapto a nova rotina que se apresenta a alguém quando sai do estado civil: solteira para o estado: casada (vulgo dona de casa e /ou rainha do lar), voltei à leitura dos blogs que acompanhava com mais frequência, como o da Lectícia e o da Mariana.  A Lec fez faculdade comigo conheço pessoalmente, mas quase nunca ligo para ela e assim segue a nossa amizade, mesmo com a minha grandissísima cara-de-pau, típica das pessoas que desaparecem e surgem do nada com total desenvoltura. Já a Mariana eu não conheço pessoalmente. Todavia, leio muito o blog dela, porque conta com a maior naturalidade as aventuras da vida de uma mãe sem prática. Acho um blog delicioso de ler. E colocando em dia tudo que eu não lia desde 2009, vi um post sobre Concursos de Beleza Infantil.  Este post indicava o blog Diga não à erotização infantil. Visitei o blog, li o post citado pela Mariana e vi oseguinte vídeo, que mostra os bastidores dos concursos de beleza infantil.



Sinceramente, nem precisava ter visto o vídeo. Eu sempre fui da seguinte opinião: Criança é gente, é um ser, uma pessoa. Não é um brinquedo ou um objeto do qual eu posso me aproveitar, me apoderar para satisfazer minhas vontades, desejos ou frustrações, ou muito menos obter lucro. Opinião polêmica? Pode ser, mas não abro mão dela. Sempre achei um absurdo aquelas crianças na televisão no Programa do Raul Gil. Esse pais não tem emprego, não? Tem que expor uma criança na Tv em troca de dinheiro? Será que falta escrúpulo?

Eu vejo a situação da seguinte forma: antes de pensar em  ser pai ou mãe, uma pessoa deve ter maturidade, deve observar, ler, pesquisar e se preparar.  Porque não é como escolher um curso no vestibular " Ah, não gostei de Administração, vou fazer Teatro, Economia ou Biologia". Uma vez  pai ou mãe, sempre pai ou mãe. Eu vejo gente muito dedicada e empenhada nesta missão, que inclusive divide pela blogosfera afora suas experiências para os principiantes. Contudo, vejo também um grupo de pessoas que faz tudo de qualquer jeito, esquece que seu filho ou filha é uma pessoa que deve ser preparada para enfrentar a vida. E faz dos filhos fonte de lucro. E eu me pergunto, o que será pior: o trauma de ser abandonado por pais que fogem à responsabilidade ou o trauma de ser usado por pais irresponsáveis e virar mais um mostrrinho com 15 minutos de fama em um concurso de beleza?

Mas, sempre tem exceções. Tem gente  que se recupera, da´a volta por cima... depois de um pouco de álcool, drogas e clínicas de reabilitação.  Não é mesmo, Drew.


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