Seus dedinhos nunca foram tão importantes

terça-feira, 28 de julho de 2009



Um milhão de posts para compensar meu sumiço. Sobre os problemas no trabalho: entre mortos e feridos salvaram-se todos. O que mais me irritou foi o seguinte: o descrédito.

Por um problema na máquina, a digital de saída dos alunos do curso de renovação deu erro. Se a digital da aula dá erro, os alunos TEM que comparecer em outro dia para colocar novamente a digital na entrada e na saída, ainda que não tenham aula. NÃO TEM outro jeito de resolver isso e liberar certificado. O CERTIFICADO SÓ É LIBERADO SE CONSTAREM TODAS AS DIGITAIS DE TODAS AS AULAS.

Eu fui, com muita educação e boa vontade, expliquei todo o funcionamento do sistema. Expliquei todos os quês e porquês. Recebi dos alunos muita indignação. Se fosse só isso, estaria tudo bem. Só que, além de indignação, eles esqueceram toda a sua educação e respeito ao próximo em casa. Tudo bem, eu entendo. Também não concordo com o sistema, sou contra já reclamei. E tudo isso só me fez gastar tempo e energia que poderiam ter sido melhor canalizados. O sistema continua igual. Mentira: está cada vez pior.

Fui para casa, relaxei, relevei tudo o que ouvi. Afinal, as pessoas fazem o curso porque é obrigatório. Estão cansadas e cheias de estafa nesse horário,pois trabalharam o dia inteiro. Eu sou uma pessoa compreensiva. Deixei tudo de lado, resolvi esquecer tudo.

No dia seguinte, chego ao trabalho encontro em minha mesa um abaixo assinado, que dizia que os alunos não aceitavam comparecer em outro dia para colocar a digital sob hipótese nenhuma e exigiam a presença do gerente da matriz ou do proprietário da Auto Escola para resolver o caso.

Comuniquei o meu patrão. Ele fez uma reunião comigo e com o gerente da matriz. O gerente foi e falou exatamente o que eu tinha explicado. Eles reclamaram, reclamaram, reclamaram e terminaram concordando. Aí o instrutor disse para eles: Vocês apenas fizeram um grande circo, foram mal educados e desrespeitosos com uma funcionária que não tinha culpa, e acabaram de aceitar exatamente o que ela explicou para vocês ontem. Não seria muito mais fácil não ter aborrecido a moça e já ter resolvido esta situação?

Final da história: Primeiro eu fiquei revoltada, porque não deram crédito ao que eu tinha falado, achando que eu sou apenas uma funcionária, e que o gerente da matriz teria “poder” ou “influência” para resolver, mesmo eu tendo explicado que as decisões sobre o caso deles são tomadas apenas por São Paulo, direto pelo departamento estadual e não pela circunscrição de trânsito. O gerente da matriz não sabe administrar nada da filial em que eu me encontro. Ele se enrola totalmente na hora de planejar turmas, escalar os instrutores, não sabe aplicar as provas. No máximo ele sabe cadastrar alunos, marcar cursos e enviar aulas. Depois, eu me diverti, porque eles apareceram com cara de bolinha para fazer exatamente o que eu tinha falado. Eu sei que, como diria o ilustre filósofo El Chavo, a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
Mas, quem mandou duvidarem de mim?

Fernandinho, está cansado de saber que eu só abro a boca quanto tenho certeza!


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2 telhas:

Ana Dell' Aquila disse...

Queria ser uma mosca pra ver a cara deles colocando os dedinhos por lá!!

É isso mesmo, a vingança não vale a pena, mas às vezes..........

Natie disse...

Rá, você ia rir muito. Eu me acabei de rir quando cheguei em casa. aí meus parente me olham com aquela cara de "como vc é má"...

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