Eu tô assim, sem clima (literalmente)

quarta-feira, 6 de maio de 2009



Domingo quente. Segunda começou quente também. Mas, de repente, o dia virou noite, o céu ficou negro e o que ninguém esperava aconteceu: choveu granizo. Vento à pampa, forte e bem gelado. Resultado: cai uma árvore e junto com ela o fornecimento de luz, que é restabelecido a noite, após um jantar à luz de velas. Fenômenos climáticos em cadeia que transformaram um rotineiro jantar em família em algo mais chique. XD

Parece que todos os fenômenos meteorológicos que bagunçam com o clima do planeta resolveram se encontrar em nosso paraíso tropical. Sim, porque apesar de todas as catástrofes, nosso país é, de fato, um paraíso. Não sofremos quase nada com catástrofes naturais, se nos compararmos ao resto do mundo. Há pouquíssimo tempo nossa população vivenciou terremotos, o que em outros países é acontecimento certo, rotineiro e esperado por tantos povos. Ciclones são, igualmente, uma novidade para nós. Algumas regiões de nosso país conhecem o frio extremo e a seca. Mas, se olharmos para o resto do mundo, veremos países que lutam com catástrofes muito maiores e com grande frequência. Então, não venham me dizer que apenas falo isso porque minha casa não foi invadida pela enchente e mimimi. Imagino o quanto deve ser penoso ver um rio transbordar, invadir sua casa e levar com suas torrentes o patrimônio de uma vida, bens adquiridos com muito suor e cansaço. Ter suas lembranças, suas roupas, suas fotos arrastadas pela correnteza, como se a vida fosse nada. E a vida de fato é nada, torna-se nada, pela fragilidade humana. Parece, por um instante, que o sofrimento de uma vida, para oferecer um pouco de conforto para a sua família, foi em vão.

La Niña, vórtice ciclônico, baixa pressão na atmosfera, zona de convergência intertropical. Uma série de eventos climáticos diferentes mudando o clima em todo o território nacional. Agora, uma coisa que achei interessante: a meteorologia diz que a zona de convergência intertropical, normalmente, se move acima da linha do Equador. O motivo pelo qual ela está estacionada entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil é a elevação em um grau da temperatura das águas que banham a nossa costa. Mas, quando falamos em aquecimento global, efeito estufa e na importância de cuidar do meio ambiente, antes que seja tarde, somos as pessoas caretas, bitoladas e catastróficas. Somos as pessoas chatas e exageradas. E eu me pergunto: Será que só eu nessa vida percebi e observei as mudanças no clima e nas estações? Porque se for assim, Pára o mundo que eu quero descer! (sempre quis colocar esta frase em um post... hahahahaha)

E hoje, aqui no planeta Santos, depois de uma segunda atípica e uma terça friorenta, com baixas temperaturas, uma quarta feira com típico clima de outono pela manhã... mas , claro que não ia ficar na rotina. Entre 10:00 e 17:00, um calor senegalês. A proporção de humidade que o ar tinha há dois dias atrás está proporcionalmente inversa. O dia foi quente e a noite está abafada. E ambos apresentam ar seco ao extremo. E eu pergunto: como faz com a saúde? Gripe.


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2 telhas:

Uma louca aii disse...

Nem fale menina!!
Enquanto aqui ta uma seca terrível, mas um frio danado lá p/ cima ta uma inundação horrível.
As vezes eu penso pq la tanto e aqui nada?
Naum podia dividir?

Bjos...

Natie disse...

E nós que ficamos aqui no meio de campo, nunca sabemos qual será o clima. O clima do Brasil tá uma bagunça, né.
Bjo

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