Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

Sisu, MEC, ProUni e afins

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011



Apesar de inúmeros problemas em meu trabalho, vou desfocar um pouco do meu próprio umbigo e botar a boca no trombone com mais uma gafe do governo.
Todos aqueles que pelo menos assistem o Jornal Nacional, desde o ano passado acompanham a palhaçada que se tornou o ENEM. Fraudes e mais fraudes. Alunos descontentes e a última novidade é que os alunos que tentam acessar o sistema SISU para verificar sua nota do ENEM, não conseguem acessar o site, que apresenta o erro senha inválida. Conheço pessoas que mediante este erro, solicitaram ao MEC o envio de uma nova senha por SMS (pois por e-mail a tal senha não chegou até hoje). Porém, a nova senha também não funcionar. Ligar no 0800-616161 do MEC e reclamar resolve? Também não. Há pessoas que ficam horas no telefone e não conseguem contato para solicionar o seu problema. Minha amiga, chegou a pensar que o erro estaria nela, que ela estaria acessando ou fazendo algo errado. Não, não está. Acessamos juntas de um computador diferente e o resultado foi o mesmo que na casa dela. Procurei no Google e encontrei outros relatos e reclamações sobre o mesmo problema.
A ferramenta que foi criada para avaliar o Ensino Médio público brasileiro, e teoricamente facilitar o acesso às universidades públicas e particulares, está funcionando ao contrário. Vejamos,  o ENEM ficou mais difícil que um vestibular comum. Para passar no ENEM, há pessoas que fazem cursinho. Se eu preciso fazer cursinho para passar no ENEM, logo o Ensino Médio público está em franca decadência (o que não é novidade para ninguém) e precisa ser reformulado. O governo parece simplesmente ignorar tal fato, continua empurrando a questão da educação literalmente com a barriga. Barriga, aliás, que já foi de vários governantes. De Fernando Henrique a Lula, de PSDB a PT, todos demonstraram ser farinha do mesmo saco, foram totalmente negligentes com esta questão. Negligência que se repete nas prefeituras de todo o país, que, quando não tem desvio de verba do FUNDEF  e do FUNDEB, tratam a educação com igual descaso. E pior, se as condições de trabalho de professores, inspetores e funcionários já não são das melhores, há prefeitos, como João Paulo Tavares Papa, que pretendem extinguir benefícios.
É parece que as questões educacionais, entre outras como saúde, vão continuar no ritmo ENEM.

E NEM que a vaca tussa, o site do SISU funciona.
E NEM que a galinha crie dentes, a educação não melhora.
E por aí vai... o Brasil realmente é o país do E NEM.


Share/Save/Bookmark

Alan Pinus # 46

domingo, 13 de junho de 2010



Ano de eleição.


Share/Save/Bookmark

Consciência negra

domingo, 22 de novembro de 2009



Como alguém pode declarar que possui uma cultura, se não sabe suas origens, não faz a menor idéia da história do seu povo, dos seus antepassados? Do que adianta saber o dia do descobrimento do Brasil, se não conhecer a história daqueles que carregaram meu próprio sangue. Meus semelhantes. Pessoas que tiveram sua dignidade subjada e sobrepujada pelo imperialismo. É tão estranho saber que carrego dentro de mim o sangue do imperialista que massacrou, assim como carrego o sangue dos negros que, por tão longo tempo, sofreram e foram massacrados na sua pátria. A pátria, que deveria ser um lugar seguro, o seu lar, era um lugar de dor sofrimento e desolação. Os seus lares eram suas prisões. Mas, não bastava estarem presos, tinham que ser amendrontados, desrespeitados, dizimados. Em seus próprios lares. Apartheid.
Ter consciência negra é mais do que exaltar o legado deixado por Zumbi, é mais do que comemorar a abolição da escravatura. É conhecer as conquistas  de Luther King, é admirar a luta de Mandela. Contudo, apenas admiração não basta. Precisamos deixar de ser egoístas e ensinar as nossas crianças. Filhos, netos e sobrinhos. O governo, de fato, não se importa com um país melhor, com um futuro melhor, Apenas nós podemos construí-lo com as nossas  mãos. Afinal, o caminho para diminuir a desigualdade e os problemas com corrupção, passa pela educação. O que é mais revoltante em tudo isso? Saber que o governo apenas se importa que os alunos saibam a importâcia de carta de Pero Vaz de Caminha, mas quase não fala da Carta da Liberdade.
"Diga-lhes apenas o que não nos trará problemas. Ensine-os que os problemas vem desde a época colonial, para que pensem que nada pode ser mudado. Não dê importância às conquistas de Mandela. A história de idealistas, de ativistas políticos que alcançaram mudanças, pode formar pessoas  que nos trarão problemas no futuro. Pessoas conscientes do papel do invíduo, pessoas conscientes que a união faz a força, que se unirão contra as injustiças e não aceitarão um governo corrompido. Questionadores que não aceitarão um governante qualquer, que dificilmente serão enganadas. Elas votarão com suas mentes e não com seus estômagos. " Isso corre por debaixo dos panos. É o pensamento do governo, uma opinião mantida de modo velado, maquiada com projetos patéticos e estatísticas falsas para dizer que o número de alfabetos está menor, quando vejo centenas de crianças saíram da escola com um vocabulário e ortografia péssimos. Crianças que não são incentivadas a ler, que são alienadas pela TV. Como George Orwell já previa, uma geração de  poucos questionadores, que senta em frente do televisor e aceita tudo que o "Grande Irmão" fala.

PS: Minha mãe conta que, quando eu era um bebê, por inúmeras vezes, perguntaram-lhe se ela era minha babá. Quando eu era pequena, tinha olhos mais claros, verdes. Traços genéticos dos holandeses e alemães. Minha pele é branca e não faço demagogia, porque o sangue dos negros massacrados também corre nas minhas veias. Assim, como o do índio perseguido e do português que o colonizou e desreipeitou.  Miscigenação. Minha genética é uma colcha de retalhos.E as inúmeras origens de meus antepassados me fazem ser quem eu sou: uma pessoa que acredita que a vestimenta a cor da pele, o status social, não definem o que uma pessoa é. Já vi muitos ricos pobres de espírito, assim como muita gente defavorecida com alma nobre. Porque o ser é muito mais importante do que o ter ou o ostentar.


Share/Save/Bookmark

Evelyn, a história do bonde e a política

segunda-feira, 14 de setembro de 2009



Em primeiro lugar, vamos conhecer a figurinha: Evelyn.



Veio ao mundo em 17/01/2001. Entrou na minha vida em meados de 2003, com apenas duas primaveras. Mudou a minha vida e isso não é exagero. Eu que nunca tive irmãos, virei uma "irmã emprestada". Na época,  trabalhava até 16:00 horas, no Pão de Açúcar. Chegava em casa e lá estava ela. Corria até mim com os braços abertos, berrava meu nome para a vizinhança inteira ouvir. E me fazia rir. Ainda faz. Com suas perguntas sem cabimento, ou inesperadas. Com a lógica ilógica das crianças, que as vezes me faz pensar que nós, adultos, é que esqueçemos de fato qual a verdadeira lógica que rege o mundo. Mesmo quando cansada, reaprendi a brincar. Correr, pular, saltar, dançar, esconder. Por causa dela voltei a descobrir como um balancê é divertido. Como cada coisa mínima da vida, tem um valor imenso. Como é precioso cada instante, como é triste e irremediável o momento perdido, a palavra não dita, o carinho não feito. Hoje ela tem oito, continua correndo ao meu encontro, ainda berra, mas agora não mais Natalie. Agora, está grande e me chama de Natie. Agora que todos conhecem Evelyn, o motivo pelo qual ela é citada neste post. Na hora do almoço, estou  em casa e Evelyn me liga e pergunta: Natie, quem fundou o bonde em Santos? (Pergunta do dever de casa)

Ráááá. Me pegou, garota, me pegou.
Recorri ao Google, o pai dos burros cibernético, detentor da informação, salvador dos incautos. Google me levou até o site da prefeitura, na área da história do bonde. Ok. NÃO TEM QUE FUNDOU O BONDE LÁ. Deveria ter essa informação lá, afinal, esta parte do site é apenas sobre a história dos bondes em Santos. Todavia, não tinha. Voltei no Google, procurei em outros sites, achei a informação. Porém, uma das datas não bate com o site da prefeitura. Enfim, tem o nome do fundador. Ela anotou tudo e levou para a professora. E o resultado, eu só saberei amanhã.

Tudo isso me deixou bem indignada, porque me fez perceber que eu não sei nada sobre a história de Santos. Eu nasci aqui, dei meus primeiros passos aqui, falei as primeiras palavras aqui, vivi 23 anos da minha vida nesta cidade e só sei que seu fundador é Brás Cubas. Eu não aprendi absolutamente nada sobre história de Santos na escola. O que sei foi graças à curiosidade e ao Google. E isso é deprimente. A manenira como a educação pública é fraca e o governo não faz nada a respeito. Afinal, é muito conviniente ter uma massa desinformada que clama por um bolsa escola. Que troca seus votos por benefícios sociais de natureza duvidosa. Comida. Gente que pensa com o estômago e troca seu voto por um vale coxinha.

Além da propaganda, do horário eleitoral precisamos buscar a informação na internet. Não votar no bonitinho, no que promete mais ou no que fala bem. Procurar o histórico do candidato e votar consciente. Afinal, se você votar em qualquer porcaria, com o perdão da palavra, o Brasil vai continuar na merda!


Share/Save/Bookmark
Related Posts with Thumbnails